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Gerenciamento de Projetos baseado no PMBOK – Equipe de Projetos

Resumo:

Prover ao leitor o entendimento de como uma equipe de projetos é composta, bem como apresentar o regime de alocação dedicado e parcial.

Palavras-chaves:

Equipe, Projetos, Composição, Alocação, Parcial, Dedicado.

Texto:

Caros Leitores,

Nesta postagem apresenta-se a definição do termo equipe de projetos, bem como informações básicas que são relevantes para que possa haver o entendimento correto de como é composta uma equipe de projetos.

Pode-se definir equipe de projetos como:

Equipe de projeto - Terminologia

Uma equipe de projetos está muito além do gerente de projetos, mas não deixa de incluí-lo, ou seja, uma equipe de projetos inclui o gerente de projetos, os profissionais que ajudam o gerente de projetos a controlar este projeto e qualquer outro profissional que execute atividades pertinentes ao projeto, mesmo que tais atividades não sejam de gerenciamento de projetos. A composição de uma equipe de projetos envolve profissionais de diferentes grupos e/ou áreas, mas que possuem conhecimentos e habilidades específicas para executar o trabalho necessário para o projeto.

Deve-se entender que a composição, a estrutura e as características de uma equipes de projeto podem variar de acordo com diversos fatores, por exemplo, a estrutura organizacional, o tamanho do projeto, entre outros. Porém, existe uma característica que se faz presente em qualquer estrutura, a adoção do papel de gerente de projetos como líder da equipe, independente do grau de autoridade que ele possa apresentar perante os membros da equipe de projeto, ou de qualquer outro fator.

A equipe de projeto pode incluir alguns papéis, como:

  • Equipe de Gerenciamento de Projetos: profissionais que executam atividades de controle de projeto, ou seja, esta equipe zela para que o projeto realize suas atividades de planejamento, respeite os prazos, qualidade, custos, entre outros. Em determinados casos, estas atividades poderão ser desempenhadas, ou auxiliadas pelo PMO da organização.

Relembre1

  • Recursos Humanos: qualquer profissional que execute algum trabalho do projeto.
  • Parceiros de Negócio: empresas externas que possuem uma relação que vai além da relação de um fornecedor. Possuem uma importância maior para a execução do projeto, do que os simples fornecedores.
  • Especialistas de Apoio: profissionais que executam atividades necessárias para o desenvolvimento e execução do plano de gerenciamento de projetos, por exemplo apoio no gerenciamento financeiro, contratações de profissionais, apoio jurídico, entre outros. Estes profissionais podem atuar no projeto em regime integral ou parcial, dependendo da complexidade do projeto.
  • Representantes de clientes e/ou de usuários: são os profissionais que serão responsáveis por realizar o aceite de produtos ou entregas produzidas pelo projeto. Estes profissionais podem ser designados como pessoas de contato ou representantes, com o objetivo de garantir que o produto ou entrega esteja de acordo com os requisitos especificados, entre outros.
  • Fornecedores: empresas externas, terceiros, que prestam o fornecimento de serviços ou insumos necessários para a execução do projeto.

Atencao

Outro ponto que deve ser claro ao leitor é o tipo de alocação dos profissionais para o projeto. Basicamente, pode-se trabalhar a alocação de profissionais para um projeto em dois tipos de regime:

  • Regime Dedicado: a característica de uma equipe dedicada é de que todos os profissionais, ou a maioria deles, trabalhem em regime de tempo integral no projeto. Neste tipo de alocação, verifica-se maior autoridade ao gerente de projetos, bem como maior concentração da equipe nos objetivos do projeto.
  • Regime Parcial: a característica de uma equipe alocada em regime parcial ao projeto é de que os profissionais entendam o projeto como um trabalho adicional temporário, ou seja, os profissionais continuam atuando em suas atividades normais e parcialmente no projeto. Neste caso, os gerentes funcionais possuem maior autoridade sobre os profissionais, o que reduz a autoridade do gerente do projeto, bem como diminui a concentração do profissional na execução do projeto.

Vale ressaltar que em determinados modelos de estruturas organizacionais, por exemplo, projetizada, existe maior possibilidade de se encontrar equipes de projeto trabalhando em regime integral. Outro ponto que pode influenciar o regime de alocação do profissional é a complexidade do projeto. Caso um projeto seja extremamente complexo, uma organização que tenha um modelo estrutural hierárquico poderá optar por criar uma equipe de projetos que trabalhe em regime dedicado ao projeto.

Relembre2Ainda referente à composição da equipe de projeto, bem como ao regime de alocação, deve-se considerar que outras variáveis poderão influenciar no modelo adotado, por exemplo a localização geográfica dos membros que compõem a equipe de projetos, ou projetos realizados por Joint Ventures

Relembre3Considerações Finais:

Verifica-se, na postagem, que a composição da equipe e o regime de alocação dos profissionais são de grande importância para o projeto, pois tais definições poderão afetar o tempo para se executar o projeto, a disponibilidade dos profissionais para execução de atividades, entre outros.

O leitor deve entender que não há regra para definir os membros que compõem a equipe de projetos, bem como não há regra para definir o regime de alocação do profissional, seja dedicado ou parcial. Outro ponto a ser claramente compreendido, é que o regime de alocação poderá ser considerado um risco ao projeto, dependendo da complexidade do projeto, bem como poderá afetar a autoridade do gerente de projetos junto aos membros da equipe de projeto.

Referência Bibliográfica:

Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK) – 5ª Edição – Project Management Insititute, Inc.

Sobre o autor

Daniel Teran Duarte

Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração. Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, com destaque para as seguintes: Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração.

Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, sendo estas: PMP – Project Management Professional; PRINCE2® Practitioner; PSM I – Professional Scrum Master I; HCMP® 3G Expert Professional; MCP - Microsoft Project 2013; ITIL V3 Expert; ISO 20.000 Consultant Manager; HDI SCM - Support Center Manager; Cobit; ISO 9001:2015 Auditor Líder; ISO 22301:2012 Auditor Líder.

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