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Gerenciamento de Projetos baseado no PMBOK – Gerenciamento do Tempo do Projeto – Parte 4.2

Resumo:

Apresentar ao leitor o processo: sequenciar as atividades.

Palavras-chaves:

Relacionamento, Lógico, Predecessora, Sucessora, Antecipação, Espera.

Texto:

Caros leitores,

Dando continuidade a série de postagens que exploram os processos da área de conhecimento de gerenciamento do tempo do projeto, hoje será apresentada a segunda parte da postagem que aborda o processo sequenciar as atividades. Na postagem anterior foi realizada a introdução do leitor ao processo, bem como apresentado o fluxo da atividade e as entradas para o processo citado. Assim sendo, hoje serão apresentadas as ferramentas e técnicas, bem como as saídas deste processo.

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Sequenciar as atividades – Ferramentas e Técnicas:

  • Método de Diagrama de Precedência – MDP: trata-se de uma técnica utilizada para confecção do cronograma a ser utilizado pelo projeto, onde as atividades são ligadas graficamente por um ou mais relacionamentos lógicos, a fim de exibir a sequência em que as atividades devem ser executadas. Existem quatro tipos de dependências ou relacionamentos lógicos. Antes de seguir com a explicação dos relacionamentos lógicos, segue a apresentação de algumas terminologias que deverão ficar claras ao leitor:

Atividade predecessora - Terminologia - PMBOK - Link SinergiaAtividade sucessora - Terminologia - PMBOK - Link SinergiaResumidamente: atividade predecessora é a atividade que vem antes de uma determinada atividade, atividade sucessora é uma atividade que vem após uma determinada atividade e depende desta atividade. Abaixo segue a explicação sobre os quatro tipos de dependências ou relacionamentos lógicos.

    • Término para Início (TI): trata-se de um relacionamento lógico onde a atividade sucessora somente poderá iniciar após o encerramento da atividade predecessora.
    • Término para Término (TT): trata-se de um relacionamento lógico onde a atividade sucessora não pode terminar até que a atividade predecessora termine.

Note, caro leitor, que as duas parecem similares, mas não são. No relacionamento lógico TI, a atividade sucessora, não pode iniciar antes da atividade predecessora ser finalizada. Já no relacionamento lógico TT, a atividade sucessora pode ser iniciada junto com a atividade predecessora, porém a atividade sucessora não poderá terminar antes da atividade predecessora, ou seja, ela tem como dependência o término da atividade predecessora.

    • Início para Início: trata-se de um relacionamento lógico onde a atividade sucessora somente poderá ser iniciada após a atividade predecessora ser iniciada.
    • Início para Término: trata-se de um relacionamento lógico onde a atividade sucessora somente poderá ser finalizada após o início da atividade predecessora.

Pode parecer, caro leitor, que alguns tipos de relacionamentos lógicos são incoerentes. Isto pode ser verdade do ponto de vista dos profissionais de TI, porém não para as demais áreas de conhecimento, como, por exemplo, marketing, administração, construção, entre outras. O ponto é que o PMBOK é um corpo de conhecimento para projetos em geral e não somente para projetos de TI.

Na maioria dos projetos o relacionamento lógico Término para Início (TI) é o mais utilizado.

Abaixo, para melhor elucidar o leitor, segue um exemplo visual sobre cada tipo de relacionamento lógico:

Tipos de relacionamentos lógicos - Sequenciar as atividades

  • Determinação de dependências: tratam-se de quatro tipos de atributos, sendo estes:
    • Dependências obrigatórias: conhecidas também como dependências “Hard logic” são as dependências que são inerentes ao trabalho, exigidas por lei ou contrato. Este tipo de dependência normalmente envolvem limitações físicas, como, por exemplo, em um projeto de uma casa, onde as paredes não podem ser construídas antes que haja a fundação da casa.
    • Dependências arbitrárias: conhecidas também como “Soft logic”, estas dependências são baseadas no conhecimento das melhores práticas de uma determinada área ou em aspectos do projeto onde uma determinada sequência de atividades é desejada, mesmo quando existe a possibilidade de outras sequências. Este tipo de dependência deve ser documentada, uma vez que pode gerar alguns efeitos, como, por exemplo, folgas no cronograma.
    • Dependências externas: este tipo de dependência ocorre quando o projeto tem atividades relacionadas com outras atividades que não estão englobadas no projeto e que, normalmente, não podem ser controladas. Um exemplo claro pode ser um projeto de implementação de um sistema que depende da entrega do Hardware por um fonte externa.
    • Dependências internas: este tipo de dependência possui uma relação de precedência entre as atividades designadas para o projeto e, normalmente, estão sob controle da equipe de gerenciamento de projetos.

Alguns pontos devem ser destacados. O primeiro ponto é que as dependências possuem quatro atributos, como apresentado acima, mas pode ocorrer a aplicação de dois atributos ao mesmo tempo, por exemplo: Uma dependência pode ser externa e obrigatória ou interna e obrigatória, bem como pode ser externa e arbitrária ou interna e arbitrária. O que o leitor notará no dia-a-dia da atividade de gerenciamento de projeto, é que em diversos momentos no sequenciamento das atividades, o gerente de projeto irá questionar aos envolvidos se determinada dependência é obrigatória e, em caso negativo, o motivo de ter tal sequenciamento. A ponderação sobre interno ou externo é um tanto mais simples, mas de igual relevância.

O segundo ponto a ser considerado é que todas as dependências, são definidas no processo sequenciar atividades, porém pode ocorrer a identificação de determinadas dependências durante a execução do projeto, isto pode causar alguns problemas e demandar o replanejamento das atividades.

  • Antecipações e Esperas:
    • Antecipação: trata-se da quantidade de tempo que uma atividade sucessora poderá ser adiantada em relação a atividade predecessora. Exemplo: em um projeto de reforma de uma casa, a atividade montar a mobília (sucessora) poderia ser agendada para começar uma semana antes da atividade pintar as paredes (predecessora).
    • Espera: trata-se da quantidade de tempo que uma atividade sucessora será atrasada em relação a atividade predecessora. Exemplo: em um projeto de implementação de sistema, a atividade testar sistema (sucessora) poderia ser iniciada 10 dias após a atividade instalar sistema (predecessora).

O leitor deve possuir algumas dúvidas na cabeça, mas antecipações e esperas são normalmente utilizadas em projetos, a fim de otimizar o planejamento e criar um cronograma real. Outro ponto é que, utilizar uma antecipação em uma atividade com relacionamento lógico Término para Início, poderá descaracterizar este relacionamento, dando a sensação de um relacionamento lógico Início para Início com espera. Na prática, o efeito é o mesmo.

Sequenciar as atividades – Saídas:

  • Diagramas de rede do cronograma do projeto: trata-se de uma representação visual das relações lógicas entre as atividades do cronograma. Este tipo de diagrama normalmente é produzido por ferramentas especializadas, mas também pode ser produzido manualmente. Outro ponto de atenção é que sequências incomuns devem ser documentadas. Abaixo segue um exemplo do que é um Diagrama de rede do cronograma do projeto, gerado pelo Microsoft Project.

Diagrama de rede do cronograma - exemplo - Tipos de relacionamentos lógicos - Sequenciar as atividades

Considerações Finais:

Caros leitores, assim encerra-se a segunda postagem que visa explicar o processo sequenciar as atividades. O principal ponto desta postagem, é a explicação sobre os relacionamentos lógicos, que vão determinar a ordem em que as atividades serão executadas. Este processo é fundamental para o planejamento, pois é por meio deste processo que o gerente de projeto saberá o caminho para alcançar o objetivo do projeto.

Referências Bibliográficas:

Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK) – 5ª Edição – Project Management Insititute, Inc.

 

 

 

Sobre o autor

Daniel Teran Duarte

Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração. Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, com destaque para as seguintes: Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração.

Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, sendo estas: PMP – Project Management Professional; PRINCE2® Practitioner; PSM I – Professional Scrum Master I; DEVOPS Master; HCMP® 3G Expert Professional; MCP - Microsoft Project 2013; ITIL V3 Expert; ISO 20.000 Consultant Manager; HDI SCM - Support Center Manager; Cobit; ISO 9001:2015 Auditor Líder; ISO 22301:2012 Auditor Líder.

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