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Gerenciamento de Projetos baseado no PMBOK – Gerenciamento do Tempo do Projeto – Parte 7

Resumo:

Apresentar ao leitor o processo: desenvolver o cronograma.

Palavras-chaves:

Desenvolver, Cronograma, Tempo, Gerenciamento, Projeto.

Texto:

Caros leitores,

Dando continuidade a série de postagens que abordam os processos da área de conhecimento de gerenciamento do tempo do projeto, hoje será apresentada a primeira postagem que abordará o processo desenvolver o cronograma.

ATT_GTP_7_1_POstagensAté o momento o autor já apresentou uma série de processos relacionados ao sequenciamento das atividades, estimativas das atividades, estimativa de recursos, entre outros. Hoje será apresentado o processo que consolida os processos anteriores, da área de conhecimento de gerenciamento do tempo do projeto, a fim de criar um cronograma, ou seja, o processo desenvolver o cronograma é o processo que analisa e consolida as sequências propostas para as atividades, as estimativas de durações das atividades, as estimativas de recursos a serem utilizados para execução das atividades e restrições do cronograma, com o objetivo de criar um modelo de cronograma do projeto.

O principal benefício deste projeto é justamente o cronograma do projeto, uma vez que o cronograma contém todos os dados necessários para que o gerente de projeto possa conduzir a execução das atividades, possibilitando que o projeto alcance seus objetivos conforme planejado.

Vale ressaltar, caro leitor, que o desenvolvimento do cronograma, por diversas vezes, é um processo iterativo, ou seja, o cronograma poderá ser revisto com o objetivo de se ajustar a realidade e evitar falsas expectativas ou até mesmo a fim de ajustar o cronograma aos conhecimentos adquiridos no decorrer do projeto. É comum haver uma revisão logo após a criação do cronograma com o objetivo de verificar, junto aos recursos humanos que irão executar a atividade, se as datas de início e fim das atividades ainda são válidas.

Outro ponto muito importante e que deve ficar claro na cabeça do leitor é a diferença entre uma alteração de escopo do projeto que, em grande parte das vezes, demandará ajustes no cronograma, de uma alteração do cronograma após uma revisão. A alteração de escopo é uma alteração do objetivo do projeto, ou seja, uma alteração das especificações do produto, serviço ou resultado que o projeto irá entregar. A alteração do cronograma, seja por motivos de desempenho, de riscos que se confirmaram, de indisponibilidade de recursos, entre outros, não tem nenhum relacionamento com a alteração anteriormente citada, ou seja, trata-se de um ajuste para adequar o cronograma a realidade.

Sem maiores delongas, segue o fluxo do processo:

Desenvolver o cronograma - Processo - PMBOK - Link Sinergia

Fluxo do Processo: Entradas, técnicas, ferramentas e saídas.

Desenvolver o cronograma – Entradas:

  • Plano de gerenciamento do cronograma: apresentado em uma postagem anterior desta série, o plano de gerenciamento do cronograma é um plano auxiliar que tem o objetivo de nortear o gerente de projeto e a equipe de gerenciamento do projeto sobre como desenvolver, executar e controlar o cronograma do projeto.
  • Lista das atividades: resultado do processo denominado definir as atividades, a lista das atividades nada mais é do que uma lista que possui todas as atividades que foram definidas como necessárias para que o projeto possa realizar suas entregas e cumprir seus objetivos.
  • Atributos das atividades: os atributos das atividades são os componentes de cada atividade, ou seja, as atividades possuem duração, podem ter recursos vinculados, sejam humanos ou não, custos, entre outros. Estes componentes podem variar de projeto para projeto. Em determinados projetos podem ser compostos por atividades predecessoras, atividades sucessoras, restrições, premissas, responsável pela execução do trabalho, antecipações, esperas, entre outros.
  • Diagramas de rede do cronograma do projeto: trata-se de uma representação visual das relações lógicas entre as atividades do cronograma. Este tipo de diagrama normalmente é produzido por ferramentas especializadas, mas também pode ser produzido manualmente. Outro ponto de atenção é que sequências incomuns devem ser documentadas.
  • Requisitos de recursos das atividades: trata-se do tipo e da quantidade de recursos necessários para cada atividade dentro de um determinado pacote de trabalho. O registro de requisitos de recursos das atividades é um documento oriundo do processo estimar os recursos das atividades, já apresentado nesta série.
  • Calendários de recursos: trata-se de um calendário que contém os dias úteis e os turnos de cada recurso. Estes calendários informam quando e por quanto tempo os recursos identificados como necessários estarão disponíveis. Estas informações sobre disponibilidade dos recursos no período de uma atividade planejada, auxiliam na estimativa de utilização de recursos.
  • Estimativas das durações das atividades: oriundas do processo estimar as durações das atividades, as estimativas das  durações das atividades são estimativas do número provável de períodos de trabalho que serão necessários para executar as atividades do projeto. As estimativas podem incluir informações como, probabilidade de exceder o tempo estimado, um período mínimo de execução para as atividades, entre outros.
  • Especificação do escopo do projeto: a especificação do escopo do projeto é, de fato, a descrição detalhada do escopo do projeto, das entregas, restrições e premissas. Esta especificação detalha as entregas do projeto, bem como todo o trabalho necessário para gerar estas entregas, além de fornecer um entendimento comum do escopo do projeto entre as partes interessadas, o que pode evitar problemas futuros em relação ao escopo do projeto.
  • Registro dos riscos: trata-se de um documento que é resultado da análise de riscos e contempla, além da análise, os riscos identificados e selecionados, bem como o planejamento de respostas à estes riscos.
  • Designações do pessoal do projeto: trata-se de uma documentação referente as designações dos profissionais, podendo incluir memorandos, organogramas entre outros. Por consideração básica, tem-se que a equipe que executará o projeto estará apta a executar o projeto quando os profissionais forem devidamente designados para a equipe.
  • Estrutura analítica dos recursos: trata-se de uma representação hierárquica dos recursos, sendo abordada por categoria e tipo. As categorias podem ser diversas, por exemplo: recursos humanos, material, equipamentos, suprimentos, entre outros, podendo incluir o nível de competência, capacidade, entre outras informações que sejam adequadas ao projeto.
  • Fatores ambientais da empresa: é o conjunto de todos os fatores, internos e externos, que possam exercer algum tipo de influência, restrição ou direcionamento sobre o negócio e, consequente, sobre o gerenciamento de projeto.
  • Ativos de processos organizacionais: são planos, procedimentos, políticas, processos e a base de conhecimento que a organização possui e pode utilizar.

Considerações finais:

Assim, caros leitores, encerra-se a primeira parte das postagens que abordarão o processo desenvolver o cronograma. Não há muitas considerações a serem realizadas nesta parte, pois a parte mais fundamental deste processo está em suas ferramentas e técnicas, que poderão agregar grande valor ao leitor.

Referências bibliográficas:

Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK) – 5ª Edição – Project Management Insititute, Inc.

Sobre o autor

Daniel Teran Duarte

Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração. Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, com destaque para as seguintes: Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração.

Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, sendo estas: PMP – Project Management Professional; PRINCE2® Practitioner; PSM I – Professional Scrum Master I; HCMP® 3G Expert Professional; MCP - Microsoft Project 2013; ITIL V3 Expert; ISO 20.000 Consultant Manager; HDI SCM - Support Center Manager; Cobit; ISO 9001:2015 Auditor Líder; ISO 22301:2012 Auditor Líder.

Para conhecer mais sobre Daniel Teran Duarte, visite o perfil no Linkedin ou encaminhe um e-mail.

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