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Gerenciamento de Projetos baseado no PMBOK – Gerenciamento do Tempo do Projeto – Parte 7.2

Resumo:

Apresentar ao leitor o processo: desenvolver o cronograma.

Palavras-chaves:

Caminho, Crítico, Rede, Diagrama, Método.

Texto:

Caros leitores,

Dando continuidade a série de postagens que abordam os processos da área de conhecimento de gerenciamento do tempo do projeto, hoje será apresentada a segunda postagem que abordará o processo desenvolver o cronograma.

Na primeira postagem o autor apresentou a introdução ao processo, bem como as entradas de tal processo. Hoje será iniciada a apresentação das técnicas e ferramentas.

RLBM_GTP_7_2Desenvolver o cronograma – Ferramentas e técnicas:

  • Análise da rede do cronograma: trata-se de uma técnica que auxilia no desenvolvimento do cronograma, ou modelo de cronograma, como define o PMBOK. A análise de rede do cronograma se vale de diversas técnicas, como o método de corrente crítica, técnicas de otimização de recursos, método do caminho crítico, entre outros. Assim sendo, trata-se da análise de outras ferramentas e técnicas para que seja possível avaliar as opções possíveis para criação do cronograma.

ATT_GTP_7_2

A partir daqui, caros leitores, o autor irá utilizar-se de um outro material que possui uma didática melhor que o PMBOK, isto ajudará aos leitores na obtenção de um entendimento melhor e mais simples sobre o assunto. Abaixo apresentam-se duas terminologias que são utilizadas no dia-a-dia do gerenciamento de projeto.

Caminho crítico - Terminologia - Desenvolver o cronograma Caminho quase crítico - Terminologia - Desenvolver o cronograma

Deve haver a pergunta na cabeça do leitor: Qual o motivo de ter que conhecer o que é caminho crítico e o caminho quase crítico? Simples. Se as atividades do caminho crítico sofrerem qualquer atraso e não houver uma folga, que será explicada futuramente, o projeto irá atrasar e o gerente de projeto terá de justificar o motivo do atraso. Outro ponto é que, se o caminho crítico sofrer alguma alteração que encurte seu tempo, ele poderá deixar de ser um caminho crítico, e um caminho quase crítico poderá se tornar o novo caminho crítico.

Apresentado os pontos necessários para o entendimento do leitor, o autor irá apresentar o Método de caminho crítico, além de apresentar ao leitor como calcular o caminho crítico.

  • Método do caminho crítico: trata-se de um método utilizado para estimar a duração mínima do projeto, bem como o grau de flexibilidade dos caminhos lógicos dentro do modelo de cronograma.

Para que o leitor entenda como calcular corretamente o caminho crítico, o autor voltará ao ponto de apresentar, novamente, um diagrama de rede.

RLBM_GTP_7_2_Net_path

Abaixo apresenta-se um diagrama de rede onde há retângulos representando as atividades do projeto, contendo um identificador interno (A, B, C …) e o período de trabalho, ou tempo de atividade, logo acima de cada retângulo. O exemplo assumirá que os períodos de trabalho são horas.

Diagrama de Rede - Exemplo - Desenvolver o cronograma

O primeiro passo para determinar o caminho crítico é identificar quantos caminhos de rede possíveis há no diagrama de rede. No exemplo acima tem-se:

    • 1º caminho: A, E, K e L.
    • 2º caminho: A, D, J e L.
    • 3º caminho: B e F.
    • 4º caminho: C, G, I e M.
    • 5º caminho: C, H e M.

O segundo passo é identificar o tamanho de cada caminho, ou seja, a soma dos períodos de trabalho de cada atividade.

    • 1º caminho: A, E, K e L = 5+9+11+3 = 28
    • 2º caminho: A, D, J e L = 5+3+15+3 = 26
    • 3º caminho: B e F = 3+6 = 9
    • 4º caminho: C, G, I e M = 4+8+17+6 = 35
    • 5º caminho: C, H e M = 4+2+6 = 12

Assim, caro leitor, o caminho crítico do projeto é o 4º caminho, ou seja, o caminho mais longo e o menor tempo para execução do projeto.

Ainda dentro do método de caminho crítico, existem as fórmulas para calcular as “folgas” do projeto.

Vale ressaltar que, normalmente, o caminho crítico é caracterizado por ter folga zero.

O primeiro passo para calcular as folgas do projeto, é entender os possíveis tipos de folgas. Basicamente existem três tipos de folgas, também conhecidas como flutuações, sendo estas:

Folga Total - Terminologia - Desenvolver o cronograma

Folga Livre - Terminologia - Desenvolver o cronograma

Folga do projeto - Terminologia - Desenvolver o cronograma

O cálculo de folgas utiliza-se de outras quatro variáveis, sendo:

    • Data de início mais cedo (IMC): trata-se do momento mais cedo onde uma atividade no cronograma ou projeto pode ser iniciada.
    • Data de término mais cedo (TMC): trata-se do momento mais cedo onde uma atividade no cronograma ou projeto pode ser concluída.
    • Data de início mais tarde (IMT): trata-se do momento mais tarde onde uma atividade no cronograma ou projeto pode ser iniciada.
    • Data de término mais tarde (TMT): trata-se do momento mais tarde onde uma atividade no cronograma ou projeto pode ser concluída.

A datas de início e término mais cedo e início e término mais tarde não são, necessariamente as datas do cronograma do projeto, mas uma indicação do período em que as atividades podem ser executadas. Em qualquer que seja o caminho de rede, o grau de flexibilidade do cronograma é auferido por meio dos modelos de cálculo de folga, que serão apresentados na próxima postagem.

Considerações finais:

Assim, caros leitores, encerra-se a segunda parte da série que aborda o processo desenvolver o cronograma. Entende o autor que prolongar a postagem para realizar a explicação das folgas, seria desgastante e desnecessário.

O caminho crítico, assunto abordado nesta postagem, é um excelente ponto a ser acompanhado pelo gerente do projeto, uma vez que qualquer alteração neste caminho crítico pode gerar impactos ao projeto.

A análise de caminhos de rede, apresentada nesta postagem, é comumente feita por ferramentas que auxiliam o gerenciamento do projeto, por exemplo o Microsoft Project. Note, caro leitor, que na postagem há somente 5 caminhos de rede, mas em projetos reais podem haver dezenas ou até centenas, dependendo da complexidade do projeto. Neste caso, o cálculo seria extremamente complicado, por isto a utilização de ferramentas auxiliam o gerente de projetos a avaliar os caminhos de rede e o caminho crítico.

Referências bibliográficas:

Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK) – 5ª Edição – Project Management Insititute, Inc.

Preparatório para o Exame PMP® – Oitava Edição – RMC Publications, Inc.

Sobre o autor

Daniel Teran Duarte

Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração. Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, com destaque para as seguintes: Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração.

Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, sendo estas: PMP – Project Management Professional; PRINCE2® Practitioner; PSM I – Professional Scrum Master I; HCMP® 3G Expert Professional; MCP - Microsoft Project 2013; ITIL V3 Expert; ISO 20.000 Consultant Manager; HDI SCM - Support Center Manager; Cobit; ISO 9001:2015 Auditor Líder; ISO 22301:2012 Auditor Líder.

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