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Gerenciamento de Projetos baseado no PMBOK – Gerenciamento do Tempo do Projeto – Parte 7.4

Resumo:

Apresentar ao leitor o processo:  Desenvolver o cronograma.

Palavras-chaves:

Nivelamento, Recursos, Corrente, Crítica, Cronograma.

Texto:

Caros leitores,

Dando continuidade à série de postagens que abordam os processos da área de conhecimento de gerenciamento do tempo do projeto, hoje será apresentada a quarta postagem que abordará o processo desenvolver o cronograma.

Nas postagens anteriores, foi apresentada a introdução ao processo, bem como foi iniciada a apresentação das técnicas e ferramentas. Nesta postagem, o autor continuará apresentando as técnicas e ferramentas.

  • Método de corrente crítica: trata-se de um método que possibilita ao gerente de projeto e a equipe de gerenciamento de projeto criar buffers, conhecidos também por reservas de tempo, no cronograma para que seja possível considerar recursos limitados e incertezas do projeto. Neste ponto o leitor deve estar pensando que se trata da famosa “gordura”, enganou-se. Diferente da “gordura” que a grande massa que trabalha com projetos usa, os buffers são planejados e inseridos com o objetivo de minimizar riscos conhecidos. Este método parte da abordagem do caminho crítico, considerando a alocação de recursos, otimização de recursos, nivelamento de recursos e incertezas na duração das atividades do caminho crítico.

Corrente Crítica - Terminologia - Desenvolver o cronogramaO método da corrente crítica utiliza o caminho crítico e o diagrama de rede para criar um cronograma baseado na execução das atividades o mais tarde possível, mas sem alterar a data prevista para o término do projeto. Após isto, acrescenta-se as dependências de recursos e se calcula a corrente crítica. Estas reservas de tempo ao longo do cronograma permitem ao gerente de projeto e a equipe de gerenciamento do projeto uma maior possibilidade de evitar atrasos ao projeto. Os métodos utilizados para calcular os buffers podem ser diversos, podendo ser desde uma porcentagem do tempo das atividades, uma quantidade de tempo padrão, entre outros.

ATT_MET_CORR_CRI_GTP_7_4

  • Técnicas de otimização de recursos: tratam-se de técnicas que tem o objetivo de realizar ajustes no cronograma perante a oferta e demanda de recursos, ou seja, ajustar o cronograma para utilizar recursos de uma maneira mais eficiente. Serão apresentadas as duas técnicas abordadas pelo PMBOK, porém podem haver outras.
    • Nivelamento de recursos: esta técnica realiza ajustes na data de início e término do cronograma embasada na restrição de recursos disponíveis. Outro ponto importante é que esta técnica pode gerar aumento nos custos do projeto e também mudar o caminho crítico. Esta técnica pode ser aplicada quando há o compartilhamento de recursos, escassez de recursos em um determinado período, entre outros. Para elucidar melhor o leitor, segue um exemplo:

Super Alocação de Recursos - Nivelamento de Recursos - Desenvolver o Cronograma

Nivelamento de Recursos - Exemplo - Desenvolver o Cronograma

    • Estabilização de recursos: trata-se de uma forma modificada do nivelamento de recursos, onde o nivelamento somente ocorre dentro dos limites de folga das atividades, impedindo que a data de término planejada para o projeto seja alterada. Diferente da técnica de nivelamento de recursos, esta técnica não altera os custos, o caminho crítico e nem a data de término planejada para o projeto, porém ela pode não ser capaz de otimizar todos os recursos.
  • Técnicas de criação de modelos: tratam-se de técnicas utilizadas para simular impactos ao projeto a partir de situações hipotéticas:
    • Análise de cenário E-Se: trata-se de uma técnica de análise de cenários, a fim de analisar, baseada em cada cenário, os impactos positivos ou negativos, aos objetivos do projeto. Sua execução é bem simples e parte de uma pergunta: “E se a situação do cenário ‘A’ acontecer? ”. Após isto, uma análise de rede do cronograma é realizada para mensurar os efeitos dos possíveis cenários, como atrasos, alteração das folgas, alteração da duração das atividades, entre outros. A partir da técnica E-Se, é possível avaliar a viabilidade do cronograma sob condições adversas, bem como criar os planos de contingência e de resposta para tais situações.
    • Simulação: trata-se de uma técnica que se vale do cálculo de diversas durações do projeto com diferentes hipóteses das atividades, normalmente baseada em distribuições de probabilidades construídas a partir das estimativas de três pontos para levar em consideração a incerteza. A técnica mais conhecida de simulação é a Análise de Monte Carlo, que será abordada futuramente.
  • Antecipações e esperas: abordado em uma postagem anterior, tratam-se de refinamentos que são aplicados para produzir um cronograma viável.

RLMB_ANTEC_ESPE_GTP_7_4

Considerações finais:

Assim, caros leitores, encerra-se mais uma postagem sobre o processo desenvolver o cronograma. Entende o autor que este processo, por possuir pontos extremamente relevantes, deve ser bem explicado e exemplificado, o que acarreta na divisão em diversas postagens.

Os pontos mais relevantes desta postagem são Buffers e nivelamento de recursos. O primeiro por possibilitar o desenvolvimento do conceito de “gordura” no projeto. Entenda que os Buffers são ferramentas de segurança para que o projeto aumente suas chances de sucesso, porém antecipo que não são de fácil compreensão por parte do cliente.

O segundo ponto é o nivelamento de recursos, que também pode aumentar as chances de sucesso do projeto, uma vez que possibilita evitar uma alocação de recursos que não condiz com a capacidade deste recurso. A técnica de nivelamento de recursos está disponível no Microsoft Project 2013, e pode ser de grande ajuda para que o gerente de projeto e a equipe de gerenciamento de projeto possam desenvolver um cronograma realista e aceitável.

Referências bibliográficas:

Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK) – 5ª Edição – Project Management Insititute, Inc.

Preparatório para o Exame PMP® – Oitava Edição – RMC Publications, Inc.

Sobre o autor

Daniel Teran Duarte

Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração. Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, com destaque para as seguintes: Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração.

Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, sendo estas: PMP – Project Management Professional; PRINCE2® Practitioner; PSM I – Professional Scrum Master I; HCMP® 3G Expert Professional; MCP - Microsoft Project 2013; ITIL V3 Expert; ISO 20.000 Consultant Manager; HDI SCM - Support Center Manager; Cobit; ISO 9001:2015 Auditor Líder; ISO 22301:2012 Auditor Líder.

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