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Gerenciamento de projetos baseado no PMBOK – Gerenciamento dos Custos do Projeto – Parte 5.2

Resumo:

Apresentar ao leitor o processo: controlar os custos.

Palavras-chaves:

Custo, Real, Valor, Agregado, Planejado, Projeto

Texto:

Caros leitores,

Dando continuidade à explicação do processo controlar os custos, pertencente a área de conhecimento de gerenciamento dos custos do projeto, hoje será iniciada a apresentação de uma parte fundamental deste processo, as ferramentas e técnicas.

Na postagem anterior foi realizada a introdução ao processo e apresentado quais são as entradas pertinentes ao processo.

Controlar os Custos – Ferramentas e técnicas:

  • Gerenciamento do Valor Agregado (GVA): esta metodologia realiza a combinação das três linhas de base, a fim de possibilitar a análise do desempenho e progresso do projeto. Trata-se de um método comumente utilizado por quem gerencia projeto. A linha de base integrada pode ser utilizada para realizar a comparação entre o planejado e o real. O GVA, irá monitorar três dimensões chaves, sendo estas:
    • Valor Planejado (VP): trata-se do orçamento proposto e aprovado para o trabalho a ser executado. Este orçamento é designado por fase no projeto, porém em um certo momento, o VP define o trabalho que deveria ter sido executado. Em certas vezes, o total de VP é denominado linha de base de medição de desempenho (PMB em inglês). O VP também é conhecido como orçamento no término (ONT).
    • Valor Agregado (VA): diferente do VP, apresentado acima, o valor agregado (VA) é a medida do trabalho que já foi executado em termos de orçamento autorizado. Confuso né? Não, na verdade é bem simples! Veja no exemplo a seguir:
      • Você precisa construir um muro novo em sua casa. Suponha que este muro tenha 9 metros de diâmetro e que um pedreiro estimou que pode fazer 3 metros por dia, tendo um custo diário de R$ 500,00, e valor total de R$ 1.500. No final do segundo dia de obra, você realiza o pagamento da segunda parte, ou seja, você já gastou R$ 1.000,00, porém ao analisar o muro o pedreiro somente lhe entregou 4 metros de muro. Tem-se então um valor agregado menor do que deveria haver, pois o total gasto é foi 6 metros de muro, e não para 4 metros.
    • Custo Real (CR): é como o próprio nome diz, trata-se do custo incorrido para uma determinada atividade, durante um determinando período. O Custo Real deveria, na teoria, ser sempre equivalente ao Valor Planejado que foi estimado e que será auferido no Valor Agregado, mas isto nem sempre ocorre, o que pode ser bom, ou ruim para o projeto.
      • Voltando ao exemplo do muro, citado anteriormente, a conclusão dos 100% planejado é equivalente a construção de 9 metros de muro, dividida em três dias. Para cada dia, deveria haver 3 metros de muro, ou seja, 33,33% do projeto concluído. Porém, no segundo dia há 4 metros de muro, ou seja, 44,44% (real) do trabalho concluído, quando deveria haver 6 metros, 66,66% (planejado). Tem-se um problema, mas isto será explicado futuramente.

Os parâmetros de Valor Planejado (VP), Valor Agregado (VA) e Custo Real podem ser relatados de período em período, por exemplo, mensal, bimestral, entre outros, ou de maneira cumulativa.

Abaixo, o autor apresenta um exemplo, neste caso negativo, sobre o as três dimensões, VP, VA e CR, a fim de melhorar o entendimento do leitor.

controlar os custos - Exemplo de VA, VP e CR

Exemplo: Custo Real, Valor Agregado e Valor Planejado

Com base na imagem acima, tem-se a seguinte análise:

  • O Valor Planejado (VP) para o momento X, não foi atingido. Você pode entender isto claramente, pois a linha que representa o Custo Real (CR) está acima da linha que representa do Valor Planejado (VP).
  • O Valor Agregado (VA), que é a medida de trabalho para um determinado Valor Planejado, também apresenta um problema, pois neste exemplo o Valor Agregado (VA) está abaixo do Valor Planejado (VP), ou seja, a entrega feita no momento X, está fora do prazo proposto.

Com esta simples análise, é possível entender que o projeto está ruim, pois conforme item A, o projeto gastou acima do planejado e, conforme item B, o projeto está atrasado. Tem-se então um projeto com gasto acima do planejado e ainda atrasado, e isto é o que todo e qualquer gerente de projetos não deseja.

Considerações Finais:

Assim, caros leitores, encerra-se a segunda postagem sobre o processo controlar os custos. O autor optou por dividir este processo em várias postagens, para poder dar ao leitor um entendimento claro e preciso.

Os cálculos que serão apresentados na próxima postagem, serão fundamentais para quem irá prestar o exame para PMP, bem como para quem gerencia projetos e não possui conhecimento adequado.

Referências Bibliográfica:

Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK) – 5ª Edição – Project Management Insititute, Inc.

Sobre o autor

Daniel Teran Duarte

Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração. Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, com destaque para as seguintes: Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração.

Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, sendo estas: PMP – Project Management Professional; PRINCE2® Practitioner; PSM I – Professional Scrum Master I; HCMP® 3G Expert Professional; MCP - Microsoft Project 2013; ITIL V3 Expert; ISO 20.000 Consultant Manager; HDI SCM - Support Center Manager; Cobit; ISO 9001:2015 Auditor Líder; ISO 22301:2012 Auditor Líder.

Para conhecer mais sobre Daniel Teran Duarte, visite o perfil no Linkedin ou encaminhe um e-mail.

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