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Planejar o gerenciamento da qualidade – Ger. da Qualidade – Parte 4

Resumo:

Apresentar as saídas do processo planejar o gerenciamento da qualidade.

Palavras-chaves:

Planejar, Gerenciamento, Qualidade, Saídas, Processo.

Texto:

Caros leitores,

Uma vez que as entradas e as técnicas e ferramentas foram apresentadas, resta apresentar as saídas do processo planejar o gerenciamento da qualidade.

Planejar o gerenciamento da qualidade – Saídas:

  • Plano de gerenciamento da qualidade: assim como os demais planos das outras áreas de conhecimento, o plano de gerenciamento da qualidade irá compor o plano de gerenciamento do projeto, ou seja, trata-se de um plano auxiliar. Segundo o PMBOK®, este plano pode ser formal ou informal, ponto que o autor discorda plenamente. A qualidade, seja para projetos ou para operações, deve estar clara e documentada para que as partes tenham conhecimento do que se espera de cada um. Assim sendo, um plano informal coloca os processos de gerenciamento da qualidade do projeto em maus lençóis. Outro ponto que o PMBOK® coloca é que o detalhamento do plano e a aplicação de ferramentas ou técnicas apresentadas pode variar de projeto para projeto, ponto este que o autor concorda plenamente.
  • Plano de melhorias no processo: o plano de melhorias do processo também é considerado um plano auxiliar, e tem o objetivo de estabelecer as etapas de análises dos processos de gerenciamento do projeto e de desenvolvimento de produtos, a fim de mapear as atividades que aumentam o valor agregado. O plano de melhorias do processo considera diversas áreas, dentre elas:
    • Limites do processo: descreve detalhadamente o processo, incluindo o objetivo do processo, entradas, saídas, responsáveis e partes interessadas;
    • Configuração do processo: provê uma representação gráfica dos processos, além de interfaces identificadas, a fim de facilitar o serviço de análise;
    • Métricas do processo: trata-se de indicadores de qualidade do processo, que irão permitir a análise da eficiência do processo;
    • Metas para melhoria do desempenho: tem o objetivo de orientar as atividades de melhoria do processo.
  • Métricas de qualidade: são processos que medem o controle de qualidade de um determinado atributo do projeto ou do produto. Vale ressaltar que, normalmente, as métricas possuem uma determinada tolerância, ou seja, aceitam que ocorram variações, porém somente até determinados níveis. Um exemplo claro é o objetivo de custo do projeto. O projeto possui um orçamento determinado para sua execução e a métrica de qualidade aceita uma variação de ± 10%. Neste caso o projeto pode até exceder o orçamento, mas somente em até 10%. Além desta variação de 10% para mais, o projeto terá sua qualidade comprometida, pois não terá conseguido cumprir o orçamento estabelecido.

Neste ponto o autor gostaria de reavivar a memória dos leitores. O conceito de qualidade de um projeto inclui cumprir prazos, orçamento, entre outros. Sabe-se que, a baixa capacitação de profissionais que gerenciam projetos, bem como devido a ânsia das empresas em tentar reduzir ao máximo o tempo e os custos do projeto, tem-se a grande maioria dos projetos excedendo prazos ou custos, quando não ambos.

  • Listas de verificação da qualidade: trata-se de uma ferramenta que tem o objetivo de avaliar se um conjunto de etapas necessárias para a qualidade, seja do projeto ou do produto do projeto, foram executadas. A complexidade das listas de verificação de qualidade pode variar de acordo com os requisitos do projeto.
  • Atualização nos documentos do projeto: diversos documentos poderão ser atualizados, dentre eles:
    • Matriz de responsabilidade;
    • EAP e o Dicionário de EAP;
    • Registro de partes interessadas;
    • Registro dos riscos.

Considerações finais:

Assim, caros leitores, encerra-se a postagem sobre as saídas que compõem o processo planejar o gerenciamento da qualidade. Ressalta novamente o autor que, a qualidade na execução do projeto é tão fundamental quanto a qualidade do produto, serviço ou resultado que será gerado e entregue por este projeto.

O plano de gerenciamento da qualidade deve, na opinião do autor, ser formal, ainda que seja para constar que nada foi estabelecido para a qualidade, pois isto gera maior clareza à equipe de gerenciamento do projeto.

Referências bibliográficas:

Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK) – 5ª Edição – Project Management Insititute, Inc.

TQC: Controle da qualidade total (no estilo japonês) – Vicente Falconi Campos – 9ª Edição – 2014.

Sobre o autor

Daniel Teran Duarte

Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração. Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, com destaque para as seguintes: Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração.

Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, sendo estas: PMP – Project Management Professional; PRINCE2® Practitioner; PSM I – Professional Scrum Master I; HCMP® 3G Expert Professional; MCP - Microsoft Project 2013; ITIL V3 Expert; ISO 20.000 Consultant Manager; HDI SCM - Support Center Manager; Cobit; ISO 9001:2015 Auditor Líder; ISO 22301:2012 Auditor Líder.

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