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Planejar as respostas aos riscos – Ger. dos riscos – Parte 3

Resumo:

Continuar a apresentação das ferramentas e técnicas do processo planejar as respostas aos riscos.

Palavras-chaves:

Planejar, Respostas, Riscos, Gerenciamento, Projeto, PMBOK.

Texto:

Caros leitores,

Dando continuidade a explicação do processo planejar as respostas aos riscos, nesta postagem será abordada as ferramentas e técnicas faltantes.

Planejar as respostas aos riscos - Relembre - P2

Sem maiores delongas, segue:

Planejar as respostas aos riscos – Ferramentas e Técnicas:

  • Estratégias para riscos positivos e oportunidades: para este tipo de risco o PMBOK também se vale de 4 possíveis estratégias. Estas estratégias buscam potencializar os riscos positivos e oportunidades, a fim de que o projeto possa ter maiores benefícios. Sendo:
    • Explorar: esta estratégia busca garantir que a oportunidade se concretize. Ela busca eliminar a incerteza, garantindo que o risco positivo se confirme. Exemplo: Em um projeto há um consultor Sênior e um Pleno. Ambos atendem adequadamente o projeto, porém a atividade pode será mais rápida se o Sênior realizar. Portanto, o consultor Sênior será alocado em detrimento do Pleno.
    • Melhorar: esta estratégia busca aumentar as chances de probabilidade e impacto positivo de uma oportunidade ou risco positivo. Exemplo: Em projeto uma atividade está designada para um profissional Pleno. Há o risco de alocar dois consultores e reduzir a duração da atividade em 1/3 do tempo. Então o projeto alocará dois consultores, a fim de tentar reduzir a duração da atividade.
    • Compartilhar: trata-se da alocação total ou parcial da responsabilidade para um terceiro com maior capacidade, a fim de que ambos possam se beneficiar. Exemplo: Uma empresa tem uma venda de projeto de alta lucratividade, porém ela não tem equipe adequada. Neste caso contrata um fornecedor especializado, a fim de obter o projeto e conseguir o lucro, ainda que este seja menor. Note que, neste caso, ela irá terceirizar parte do projeto e ambos ganharão.
    • Aceitar: Assim como para riscos negativos e ameaças, a estratégia aceitar implica em reconhecer a oportunidade, mas não tomar nenhuma ação.
  • Estratégias de respostas de contingência: trata-se do desenvolvimento de respostas que só serão utilizadas se os riscos, se confirmarem. Este tipo de estratégia é comum em projetos. Neste caso, serão determinadas as condições em que as ações serão tomadas. Estas estratégias também são chamadas de planos de contingência ou planos alternativos. Exemplo: Caso o projeto tenha um atraso de 25% em relação ao planejado, será acionada a equipe complementar.
  • Opinião especializada: trata-se da utilização de conhecimentos de profissionais, grupos e organizações que possuem alta capacitação, conhecimentos, experiência ou treinamentos na área em questão. Um gerente de projetos com experiência pode ser considerado como uma opinião especializada. O processo planejar as respostas aos riscos pode se valer de opinião especializada para o desenvolvimento de respostas mais assertivas.

Considerações finais:

Assim, caros leitores, encerra-se a terceira postagem sobre o processo planejar as respostas aos riscos, segunda sobre ferramentas e técnicas. Este processo tem grande valor para o gerenciamento de projetos, porém quase não é utilizado em projetos de pequeno e médio porte.

Outra questão que se vê normalmente, são que consultorias não tem o costume de falar com seus clientes sobre os riscos do projeto. Apesar de entender o ponto de vista de vendas, isto é totalmente prejudicial para entregas.

Referência Bibliográfica:

Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK) – 5ª Edição – Project Management Institute, Inc.

Sobre o autor

Daniel Teran Duarte

Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração. Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, com destaque para as seguintes: Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e pós-graduado em Administração de empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas, e em Consultoria empresarial pela FIA – Fundação Instituto de Administração.

Em seus conhecimentos complementares existem diversas certificações, sendo estas: PMP – Project Management Professional; PRINCE2® Practitioner; PSM I – Professional Scrum Master I; HCMP® 3G Expert Professional; MCP – Microsoft Project 2013; ITIL V3 Expert; ISO 20.000 Consultant Manager; HDI SCM – Support Center Manager; Cobit; ISO 9001:2015 Auditor Líder; ISO 22301:2012 Auditor Líder.

Para conhecer mais sobre Daniel Teran Duarte, visite o perfil no Linkedin ou encaminhe um e-mail.

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